Ás vezes é importante parar para agradecer, reconhecer as coisas boas e ficar grata por estas estarem presentes. 
   No dia-a-dia acabamos por criar determinadas rotinas, mesmo quando existe mais tempo disponível há certas coisas que não temos o hábito de fazer... não é que as ignoremos ou que não as queiramos fazer, por vezes simplesmente acabam por nos escapar.
   Hoje, tirei um tempo para me focar nas coisas boas. Entre elas posso contar este meu espaço no mundo imenso da internet. Sei que não é o blog mais maravilhoso, sei que por vezes poderia fazer ainda mais e melhor... mas vou fazendo aquilo que consigo e para o qual sinto vontade. 
   Uma vez que estou em espírito de agradecimento, seria impossível não agradecer a todos os que me têm seguido ao longo destes dois anos e oito meses, através deste meu cantinho. Sei que nem sempre respondo aos vossos comentários ou consigo interagir directamente convosco, mas leio cada mensagem que aqui deixam e reconheço o vosso carinho e apoio. 
   Outro facto que me fez escrever este post, foi o blog já ter ultrapassado as 111,000 visualizações, e os 700 seguidores via GFC... já para não falar dos mais de 3400 seguidores via facebook!
   Este post é especialmente dedicado a todos aqueles que gostam deste espaço, que se identificam com ele... sem vocês nada disto seria possível e nunca teria alcançado estas metas. 
   Continuem desse lado! Eu prometo continuar a dar o meu melhor! 
   Até breve...


Sinopse:
   As horas passam mas Naomi não aparece. A noite avança e Jenny desespera. A filha adolescente já devia ter voltado da escola, onde participou numa peça de teatro. A vida de Jenny, uma médica casada com um neurocirurgião de sucesso, está prestes a mudar. 
   Um ano depois da noite fatídica, Naomi continua desaparecida. A polícia procurou em vão e os piores cenários (rapto ou homicídio) parecem hipóteses remotas. A busca obsessiva de Jenny, que não desiste da filha, sugere outra explicação: as pessoas em quem confiava e que julgava conhecer têm escondido segredos – sobretudo a própria Naomi. 
   A Filha Desaparecida é um bestseller internacional.

Opinião:
   Li este livro há algum tempo, quando vi a sinopse achei que seria um excelente livro carregado de mistério, tal como eu gosto dentro deste género literário.
   Desde o início, nota-se imediatamente que a escrita é fluída, de fácil leitura e que vai prendendo o leitor devido ao suspense e mistério que estão sempre a tomar conta de toda a história. Foi um estilo de escrita que apreciei imenso devido à carga emocional que é colocada nas palavras, ficamos a compreender profundamente o que um dado personagem sente, é como se nós próprios o pudéssemos sentir também.
   Por outro lado, considero que o livro peca um pouco por falta de acção, a narrativa segue muito linear durante grande parte da história, e se não fosse o suspense que se cria, creio que algumas pessoas se sentiriam tentadas a abandonar a leitura. 
   Contudo, foi um livro que me cativou bastante devido à forma como é apresentado. Esta história chega-nos contada em dois espaços temporais distintos, presente e passado. Penso que este facto acaba por levar a uma melhor compreensão de certas situações e contribui para o suspense que já mencionei anteriormente. 
   As mudanças temporais, dão-nos ainda uma melhor visão sobre a Jenny, pois conseguimos ver como esta se sentia, e como era a sua vida, antes e depois do desaparecimento da sua filha Naomi. Ficamos assim com uma real percepção do quanto este acontecimento a afectou.  
   Este é um livro que nos mostra o quanto a adolescência é uma fase difícil, tanto para os adolescentes como para os pais, pois os segredos e mentiras acabam por marcar e mudar fortemente o sentido dos factos e da história.
   Ao longo da narrativa várias peças inesperadas vão sendo encaixadas e o final acaba por ser muito diferente daquele que eu esperava ao longo da leitura. Não posso dizer que tenha ficado cem por cento satisfeita e espera algo mais uma vez que, a meu ver, o resto do livro acaba por ser muito bem conseguido, merecendo por isso um final melhor.
   Ainda assim, foi uma boa leitura e recomendo a todos os que gostam deste tipo de literatura, com muito suspense e revelações surpreendentes. 

Classificação:
Dimensões: 157 x 235 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 192

   Três adolescentes brutalmente assassinadas. Três mortes impunes.

   «Três adolescentes de província assassinadas nos anos oitenta, três mortes impunes ocorridas quando ainda, no nosso país, desconhecíamos o termo femicídio.»
   Três assassínios entre centenas que não chegam aos títulos de capa nem atraem as câmaras dos canais de TV de Buenos Aires. Três casos que chegam desordenados: são anunciados na rádio, recordados no jornal de uma cidade, alguém fala deles numa conversa. Três crimes ocorridos no interior da Argentina, enquanto este país festejava o regresso da democracia. Três mortes sem culpados. 
   Convertidos em obsessão com o passar dos anos, estes casos dão lugar a uma investigação atípica e infrutífera. A prosa nítida de Selva Almada plasma em negro o invisível, e as formas quotidianas da violência contra meninas e mulheres passam a integrar uma mesma trama intensa e vívida. 

   Inscrevendo-se no género «romance não ficção», inaugurado por Truman Capote, Raparigas Mortas é uma obra singular. Combinando percepções e lembranças pessoais com a investigação de três femicídios no interior da Argentina durante a década de 80, Selva Almada revela, de modo subtil, a ferocidade do machismo e o desamparo das mulheres pobres, ao mesmo tempo que abre novos rumos à narrativa latino-americana.

Selva Almada 
   Nasceu na Argentina, em 1973.
   Considerada uma das vozes mais poderosas da literatura argentina e uma das mais promissoras da ficção latino-americana, Selva Almada recebeu rasgados elogios com seu primeiro romance, El viento que arrasa (2012), considerado o melhor livro do ano no momento da publicação, e foi finalista do Prémio Tigre Juan (Espanha) com o romance Ladrilleros (2013).
   É ainda autora de um livro de poesia e dos livros de contos Niños (2005), Una chica de provincia (2007) e El desapego es una manera de querernos (2015).
   Raparigas Mortas (2014), o seu romance não ficção, foi finalista do Prémio Rodolfo Walsh, da Semana Negra de Gijón (Espanha), para a melhor obra de não ficção de género negro.
   A sua obra encontra-se traduzida para português, francês, italiano, alemão, holandês, sueco e turco.
   Co-dirige o ciclo de leituras Carne Argentina e coordena oficinas de escrita em Buenos Aires e no interior do país.
Dimensões: 157 x 235 x 30 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 480

O que faria se descobrisse que a sua vida não é sua?

   Louise tem tudo para ser feliz. Gere um café que adora numa ilha dinamarquesa, onde mora com o namorado, Joachim. E Louise é, de facto, feliz. Até ao dia em que um homem entra no café e vira a sua vida do avesso. Trata-se de Edmund, que jura que Louise se chama, na verdade, Helene, e é a sua mulher, desaparecida há três anos. E tem provas...
   Depressa se torna evidente que Louise não é quem julga ser. É, sim, Helene Söderberg, herdeira de uma vasta fortuna, proprietária de uma grande empresa, mãe de dois filhos pequenos e casada com um marido dedicado. Mas há perguntas que permanecem sem resposta. Porque é que ela não se lembra de nada? Quais são os seus planos para o futuro quando desconhece por completo o passado? Conseguirá recuperar o amor dos seus filhos? E os sonhos que partilhou com Joachim?
   Obrigada a retomar a sua vida misteriosamente interrompida, Helene é posta à prova de uma maneira tão brutal quanto comovente. Mas no seu coração continua a existir um lugar especial para Louise, a mulher que, por momentos, viveu a vida dos seus sonhos.
   Um thriller romântico intenso e visceral sobre traição, ganância, laços de família... e um amor avassalador.

Anna Ekberg
   Anna Ekberg é o pseudónimo da dupla Anders Rønnow Klarlund e Jacob Weinreich, que resolveu enveredar por um novo género literário: o thriller romântico. 
   Os autores já colaboraram igualmente sob o pseudónimo A. J. Kazinski, com grande sucesso.